a exploração do trabalho infantil no século xix
Ao longo do século
XIX a necessidade de sobreviver à miséria levou as famílias operárias a
recorrerem ao trabalho de todos os seus membros capazes. Generalizou-se, por
isso o emprego das mulheres e crianças, cuja força de trabalho passou a ser
preferida pelos patrões, pois recebiam salários mais baixos. Os salários das
mulheres e das crianças valiam, respectivamente, cerca de ½ e ¼ do salário de
um homem, embora muitas vezes o seu trabalho rendesse o mesmo ao patrão.
Mobilizadas para a fábrica a partir dos 4-5 anos, as crianças eram
especialmente apreciadas pela sua agilidade e pequena estatura. Podiam, com
facilidade introduzir-se nos exíguos espaços entre as máquinas e, com os seus
dedinhos, consertar fios rebentados; nas minas rastejavam puxando as vagonetas.
Muitas vezes as crianças ficavam cansadas, sonolentas, e não conseguiam manter
a velocidade exigida pelas máquinas. Quando isso acontecia, lá estava o contramestre (vigilante) para as chicotear. Também eram castigadas quando
chegavam atrasadas ao trabalho ou quando conversavam com outras crianças.

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